A cultura como força de desenvolvimento, geração de oportunidades e transformação dos territórios. É a partir dessa perspectiva que o SESI Cultura Bahia lança o Usinas Criativas da Bahia – Onde a Indústria Encontra a Arte para Gerar Futuro, programa que aposta na economia criativa como campo estratégico para aproximar pessoas, conhecimentos, processos de criação e possibilidades de desenvolvimento.
Com apoio do Conselho Nacional do SESI e desenvolvido em cooperação com a Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT-BA), em parceria com o SENAI CIMATEC e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), o programa terá duração de 18 meses e atuará inicialmente em Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Ilhéus/Itabuna.
A iniciativa representa uma nova frente de interiorização da atuação do SESI Cultura Bahia, levando formação, criação e produção cultural para diferentes territórios, mas, sobretudo, construindo processos a partir das vocações e potencialidades que já existem em cada localidade.
“A ideia não é simplesmente levar cursos para quatro cidades. Queremos construir processos capazes de deixar conhecimento, conexões, projetos e novas possibilidades nesses territórios. Queremos reconhecer as culturas que já existem e são extremamente potentes em cada lugar e, a partir delas, criar novas conexões com outros saberes, com a indústria, a tecnologia e a inovação”, destaca Joana Fialho, gerente do SESI Cultura Bahia.
Economia criativa como oportunidade
Moda, audiovisual e música serão as linguagens prioritárias do programa, escolhidas por sua capacidade de articular criação, identidade cultural, tecnologia, produção e mercado.
A proposta é oferecer uma trajetória que começa pela sensibilização e experimentação artística e avança para a formação de agentes culturais, o desenvolvimento técnico e produtivo e a elaboração de projetos.
Mais de 1.200 pessoas deverão participar diretamente das ações, entre trabalhadores da indústria e seus dependentes, jovens, agentes culturais, artistas, produtores culturais e integrantes das comunidades locais. O público indireto estimado é superior a 2 mil pessoas.
Para o presidente do Conselho Nacional do SESI, Fausto Augusto Junior, a iniciativa amplia a compreensão sobre a própria cadeia produtiva da cultura e seu potencial para o desenvolvimento dos territórios.
“Quando falamos de cultura, muitas vezes vemos o artista e o território, mas existe muito trabalho por trás disso. A cultura também pode ser uma base para o desenvolvimento dos territórios, a partir de suas próprias vocações e de toda a cadeia que ela movimenta. Na Bahia, tão rica e diversa culturalmente, isso ganha ainda mais força. Estamos falando da moda, da música, das artes e também de trabalhadores que muitas vezes permanecem invisibilizados”, afirma Fausto.
O programa será estruturado em três ciclos formativos e produtivos:
· Sensibilização para as Artes – Cursos Livres: quatro meses de aproximação e experimentação nas linguagens de moda, audiovisual e música;
· Formação de Agentes Culturais: quatro meses voltados à formação cidadã, ao conhecimento do campo cultural e ao fortalecimento da atuação nos territórios;
· Curso Técnico: quatro meses de aprofundamento técnico e produtivo, conectando criação, tecnologia, indústria e sustentabilidade.
Além dos ciclos formativos, o programa prevê mentoria e aceleração de um projeto selecionado em cada território, festivais territoriais, hubs criativos e uma Feira Estadual das Usinas Criativas da Bahia, reunindo os resultados dos quatro municípios.
Interiorização com valorização das culturas locais
Mais do que descentralizar cursos e atividades, o Usinas Criativas propõe uma interiorização baseada na escuta, na valorização das culturas locais e no fortalecimento da economia criativa dos territórios.
A estratégia é identificar conhecimentos, talentos, práticas culturais e vocações já presentes em cada localidade e conectá-los a novos conhecimentos, tecnologias e possibilidades de produção.
A presença do SESI Cultura nos municípios não se limita à oferta de programação cultural. O programa busca formar pessoas, fortalecer redes, estimular a produção cultural e criar caminhos para que iniciativas locais possam se desenvolver, circular e alcançar novos públicos.
É uma estratégia que entende a cultura não apenas como expressão artística, mas também como campo de conhecimento, inovação e geração de oportunidades.
A secretária interina de Cultura da Bahia, Jane Estrela Soares, destacou a importância da articulação entre cultura e desenvolvimento.
“Este momento é muito importante porque traduz, na prática, aquilo que defendemos: cultura e desenvolvimento caminham juntos. E, quando falamos de desenvolvimento, estamos falando de desenvolvimento humano, social e econômico. Estamos falando de criar oportunidades, fortalecer trajetórias, gerar autonomia e transformar realidades”, ressaltou.
Quando a indústria encontra a criatividade
A aproximação com o universo industrial é um dos diferenciais do programa. O Usinas Criativas pretende estabelecer pontes entre os processos culturais existentes nos territórios e conhecimentos relacionados à indústria, tecnologia, inovação e sustentabilidade.
Uma das perspectivas é explorar a utilização de resíduos industriais como matéria-prima para processos de criação artística, transformando materiais que seriam descartados em possibilidades para a economia criativa e circular.
A proposta amplia o entendimento sobre o potencial da criatividade: aquilo que nasce como expressão cultural pode também gerar produtos, projetos, conexões, inovação e novas oportunidades.
Para o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, a iniciativa fortalece a aproximação entre os talentos culturais baianos e o setor industrial.
“A importância está em reforçar a atuação do SESI no campo da cultura e, em conjunto com o SENAI CIMATEC, desenvolver os talentos que a Bahia tem, mas principalmente aproximar esses talentos da indústria e dos industriários da Bahia. Isso certamente vai fortalecer não só a cultura, mas também a economia da Bahia”, afirmou.
Formação, criação e circulação
Ao longo dos 18 meses, o Usinas Criativas pretende deixar como legado não apenas atividades realizadas, mas conhecimento, pessoas formadas, conexões, projetos e redes fortalecidas.
A expectativa é que os participantes possam avançar da experimentação para a criação de projetos concretos, contando com formação, mentoria, aceleração e espaços de circulação.
“O que queremos é transformar criatividade em oportunidade e cultura em desenvolvimento. O programa combina formação, criação, produção, mentoria, aceleração e circulação para que os participantes possam ser protagonistas e para que os projetos desenvolvidos tenham possibilidades de continuidade”, explica Joana Fialho.
Com o Usinas Criativas da Bahia, o SESI Cultura Bahia amplia sua presença nos territórios e reforça a cultura como campo estratégico para a formação, a inovação e a economia criativa. A iniciativa busca conectar as potências culturais existentes na Bahia a novas oportunidades, fortalecendo pessoas, redes e projetos e aproximando cultura, indústria e desenvolvimento sustentável.
SERVIÇO:
Programa: Usinas Criativas da Bahia – Onde a Indústria Encontra a Arte para Gerar Futuro
Realização: SESI Cultura Bahia
Apoio: Conselho Nacional do SESI
Cooperação: Secretaria de Cultura do Estado da Bahia – SECULT-BA
Parcerias: SENAI CIMATEC e UFBA
Duração: 18 meses
Territórios: Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e Ilhéus/Itabuna
Linguagens prioritárias: Moda, Audiovisual e Música
Inscrições: Previsão de abertura no final de setembro de 2026